Fazendários paralisam unidades da Sefaz em todo o Ceará
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Servidores das Sedes I, II, III e IV da Sefaz se concentraram em ato na calçada da instituição
Os fazendários cearenses iniciaram, às 7h30 desta quinta-feira (18), uma paralisação de dois dias em todas as unidades da Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz). O movimento segue até as 17h desta sexta-feira (19).
Com unidade, compromisso e visão estratégica, os servidores reivindicam a aprovação do FUNDAF – Fundo de Modernização, Reaparelhamento e Desenvolvimento da Administração Fazendária (FUNDAF) – considerado essencial para fortalecer a Secretaria da Fazenda e prepará-la para os desafios impostos pela reforma tributária.
P.F. Aeroporto
A greve transcorre com a adesão massiva dos servidores. Células e núcleos da Execução Tributária (Cexats e Nuats), responsáveis pelo atendimento aos contribuintes, paralisaram na capital e região metropolitana. Da mesma forma, encontram-se paralisados os postos fiscais localizados em Fortaleza e no interior do Estado.
Os servidores que se encontram em teletrabalho foram orientados a não ligarem o terminal de trabalho. Além disso, os atendimentos via Plantão Fiscal e por videoconferência devem ser suspensos durante todo o período da greve.
Cexat Maracanaú
Conforme destaca o diretor de Organização do Sintaf, Carlos Brasil, a greve é um instrumento legítimo de defesa dos interesses da categoria e tem como principal objetivo a reabertura do diáologo.
“A greve não é um fim em si mesma, mas um instrumento legal para viabilizar a reabertura das negociações. A categoria só recorre a esse recurso quando todas as demais alternativas já foram esgotadas. É a última instância diante da falta de avanços nas tratativas”, destaca.
P.F. Mucuripe
A Diretoria do Sintaf conclama todos os fazendários a se manterem mobilizados e participativos até o fim da paralisação.
É importante destacar que a aprovação do FUNDAF é uma medida fundamental para assegurar a qualificação permanente dos servidores, viabilizar investimentos contínuos, financiar tecnologia e inteligência fiscal, além de fortalecer a capacidade de arrecadação do Estado.