Especialistas cearenses avaliam indicadores econômicos do país. Os dados constam na 52ª edição da pesquisa Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE), do Conselho Regional de Economia (Corecon-Ce) e a Fecomércio-CE, em parceria.
A pesquisa pontua de zero a 200 pontos as variáveis analisadas. Abaixo de 100 pontos configura-se uma situação de pessimismo e acima desse valor, otimismo. O número de variáveis analisadas com otimismo foi menor que o da pesquisa anterior, declinando de cinco para quatro, como a evolução do PIB (145,1 pontos), a oferta de crédito (123,5 pontos), o nível de emprego (120,6 pontos) e o cenário internacional (102,9 pontos).
O número de variáveis percebidas com pessimismo aumentou de quatro para cinco. São a taxa de inflação (93,1 pontos), a taxa de câmbio (93,1 pontos), a taxa de juros (89,2 pontos), os salários reais (83,3 pontos) e os gastos públicos (38,2 pontos), que apresentaram a menor pontuação.
A pesquisa, de periodicidade bimestral, colheu no período novembro-dezembro as expectativas de 90 especialistas em economia. A amostra reúne profissionais dos mais diversos setores da economia cearense, como indústria, agricultura, setor público, mercado financeiro, comércio e serviços. Economistas, empresários, consultores, executivos de finanças, professores universitários, pesquisadores, analistas e dirigentes de entidades diversas contribuíram com suas percepções.
Conforme a metodologia, cada uma das variáveis analisadas gera três índices: de percepção presente, futura e de expectativa geral. Considerando a soma das variáveis, o índice de percepção geral passou de 106,6 pontos para 98,8 pontos, uma redução de 7,3% no otimismo em relação à pesquisa anterior. Sobre o comportamento futuro das variáveis, a pesquisa revela uma redução no otimismo de 3,5%, com a pontuação passando de 114,9 pontos para 110,9 pontos. Ademais, vale salientar que a percepção sobre o desempenho presente apresentou aumento de 12,4% no pessimismo, atingindo 86,1 pontos.









