Em cinco anos, preço da gasolina já subiu 22,7% ao consumidor final

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E nova alta vem por aí. O reajuste da Petrobras que entrou em vigor nas refinarias no último dia 19 já começou a chegar no estoque adquirido pelos postos em Fortaleza. O que deve resultar em aumento também na bomba nos próximos dias

O reajuste de 7,6% no preço da gasolina aplicado pela Petrobras nas refinarias, que entrou em vigor no último dia 19, já começou a chegar no estoque que é adquirido pelos postos de combustíveis em Fortaleza. O que, por sua vez, deve provocar reflexos na bomba nos próximos dias. Atualmente, o valor médio do litro da gasolina no Ceará é de R$ 4,75, a maior média mensal desde outubro de 2018. Nos últimos cinco anos, no entanto, o aumento ao consumidor final já chegou a 22,7%, acima da inflação para o período, de 18,65%.

De acordo com os dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), em janeiro de 2016, o preço médio da gasolina no Estado era de R$ 3,87. São R$ 0,88 centavos a mais do que o atual patamar. Em relação a janeiro de 2020, a alta é de 1,28%.
Ontem, O POVO percorreu doze postos de combustíveis em Fortaleza e constatou que a ampla maioria ainda continua praticando os mesmos valores da semana passada, entre R$ 4,40 e R$ 4,79. Apenas em um, na BR-116, a tabela já foi trocada passando de R$ 4,69 para R$ 4,79 o litro da gasolina.

Porém, muitos funcionários sinalizavam que o repasse ao consumidor final é inevitável, uma vez que o produto já está chegando mais caro para revenda. “Teve troca hoje (ontem) e a gente já está recebendo com aumento. Então, isso deve ser repassado nos próximos dias também para bomba”, afirmou César Hermínio, gerente de pista de um posto na avenida Pontes Vieira.

Em outro estabelecimento, na avenida Oliveira Paiva, o alerta era o mesmo. “Estamos aguardando somente o posicionamento da diretoria de quanto vai ficar para o consumidor”, relatou o gerente de pista, Marcos Rogério Silva.

Este foi o primeiro reajuste praticado pela Petrobras nas refinarias neste ano, em relação à gasolina. Mas, ao longo de 2020, foram mais de 40, sendo que em apenas metade deles foi no sentido de elevação de preços.

O consultor na área de petróleo e gás, Bruno Iughetti, explica que nem sempre esse reajuste chega na mesma proporção ao consumidor final, porque o repasse muitas vezes acaba sendo diluído ao longo da cadeia. “Até por uma questão de competitividade no mercado. O que faz também com que muitas vezes o posto só faça o reajuste quando há a renovação completa do estoque, ainda que uma parte já seja comprada em alta”.

Ele acredita que, se a majoração para as refinarias foi de 7,6%, isso deve chegar ao consumidor final com um aumento, em média, de 4%. “Estamos falando de algo em torno de R$ 0,10 em cima do preço médio atual. O que deve ser sentido com mais frequência a partir de sexta-feira”, projeta o especialista.

Contudo, o consumidor deve se preparar para novas altas no próximo mês. “A gasolina da Petrobras está com defasagem de 20% em relação ao preço de paridade internacional. Então é esperado que ela faça novos reajustes para reduzir esta diferença. Acredito que já em fevereiro a média do preço do litro da gasolina deve passar de R$ 5 no Ceará”.

Ontem, o analista de infraestrutura, Cleber Vieira, resolveu se antecipar para fugir da alta nos preços. “Eu sou prestador de serviços, então, rodo muito pelo Estado. Ontem, eu já tinha abastecido, mas decidi colocar de novo quando soube do aumento porque a gente não sabe aonde os preços vão parar”.

Peso no orçamento

“Infelizmente sempre sobra pro consumidor. São tantas promessas de melhorias, mas que no fim não se concretizam. É a alta da gasolina, do gás de cozinha, o preço dos alimentos, tudo está mais caro”, reclamou a professora Lucineide Freire.

Fonte: O Povo

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