Economia fraca e drible no teto vão ampliar déficit do governo em 2022, diz IFI

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Instituição afirma que resultado negativo passará de R$ 38,2 bi em 2021 para R$ 106,2 bi neste ano

A IFI (Instituição Fiscal Independente) projeta uma piora no déficit primário do governo central em 2022.

O resultado de 2021 deve ficar negativo em R$ 38,2 bilhões, melhor resultado desde 2014, de acordo com informações levantadas pela IFI no Portal Siga Brasil, do Senado Federal. Mas, para 2022, a instituição projeta déficit de R$ 106,2 bilhões, acima dos R$ 79,4 bilhões previstos no Orçamento aprovado pelo Congresso.

A IFI também estima que o gasto total do Auxílio Brasil para 2022 (R$ 89,1 bilhões) será praticamente igual à despesa de 2021 com Bolsa Família, Auxílio Emergencial e o próprio Auxílio Brasil no final do ano (R$ 90 bilhões).

Segundo a IFI, dois fatores explicam esse aumento. O primeiro é o aumento de despesas possibilitado pelas mudanças no teto de gastos. O segundo, o crescimento mais moderado da receita, em razão da perda de força da atividade econômica e de uma queda na relação de termos de troca —a relação entre os preços de exportação de um país e os preços de importação.

A aprovação da PEC dos Precatórios gerou um espaço fiscal total de R$ 112,6 bilhões no teto de gastos de 2022. Desse valor, R$ 54,6 bilhões são destinados ao Auxílio Brasil (que já tinha outros R$ 34,7 bilhões previstos), R$ 27,5 bilhões para a Previdência e R$ 16,5 bilhões em emendas do relator, entre outras despesas.

Além disso, como mostrou a Folha, a inflação ao final de 2021 ficou abaixo do previsto no Orçamento, elevando o teto em mais R$ 1,8 bilhão, dado também destacado no relatório da IFI.

“O principal risco associado a esse cenário é a criação ou ampliação de novas despesas primárias permanentes, como o reajuste ao funcionalismo ora em discussão”, diz a IFI.

A IFI destaca que quase todos os principais grupos de despesas registraram queda ao longo de 2021, considerando dados até novembro. A despesa com benefícios previdenciários do regime geral da Previdência recuou 1,1%, descontada a inflação. O gasto com pessoal caiu 5,1% em termos reais. As despesas discricionárias, o que inclui investimentos e manutenção da máquina pública, recuaram 0,5%.

Fonte: Fenafisco

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