Dólar sobe quase 1% e vai a R$ 5,14 com recessão no radar

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Em alta desde o início da sessão, o dólar passou a avançar com mais força frente ao real ainda ontem (16), encerrando os negócios com valorização próxima de 1%

A moeda americana fechou o dia em alta de 0,94%, cotada a R$ 5,14 para venda.
O risco de uma recessão econômica global no exterior, e as incertezas sobre o cenário político com a aproximação das eleições no Brasil, contribuíram para o sentimento de cautela entre os agentes de mercado.

Sondagem do Bank of America referente a agosto mostrou que os gestores de fundos da América Latina estão mais preocupados com os planos para a política fiscal brasileira após as eleições, e um número maior deles espera que o mercado financeiro reaja aos resultados das pesquisas de intenção de voto até as eleições.

Mercado internacional

O cenário global também pesou para a nova valorização do dólar, com os investidores atentos ao risco de desaceleração da economia, seja pelo aumento dos juros em curso nos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano), ou pela política de covid zero na China.

Neste cenário, os preços do petróleo caíram cerca de 3% nesta terça, para o menor nível desde antes da invasão da Ucrânia pela Rússia.

Os contratos futuros de petróleo Brent caíram US$ 2,76, ou cerca de 3%, para US$ 92,34 por barril. O contrato atingiu o menor patamar da sessão em US$ 91,71 por barril, a mínima desde 18 de fevereiro.
Nas Bolsas americanas, a sessão foi marcada pela forte volatilidade, com os principais índices acionários encerrando os negócios sem uma clara tendência definida.

O Nasdaq, com maior concentração de ações de tecnologia, fechou em leve queda de 0,19%. Já os índices S&P 500 e Dow Jones terminaram em alta de 0,19% e 0,71%, respectivamente, impulsionados por empresas do varejo, como o Walmart, que viu as ações subirem cerca de 5%.

Bolsa avança

Na Bolsa brasileira, o índice Ibovespa oscilou entre altas e baixas ao longo de toda a sessão, mas terminou o dia com ganhos de 0,43%, aos 113.512 pontos, no maior patamar de fechamento desde 20 de abril (114.343 pontos).
Entre os papéis que contribuíram para a alta do índice, destaque para as exportadoras de commodities.

As ações da Vale tiveram alta de 2,42%, enquanto os papéis ordinários da Petrobras avançaram 1,15%, e os preferenciais, 0,91%, após a petroleira ter anunciado na véspera uma nova redução no preço da gasolina.

Nubank e inter disparam

Com ações negociadas no mercado americano, os papéis de Nubank e Inter dispararam 17,7% e 10,4%, respectivamente, após os dois bancos digitais reportarem resultado trimestral, mesmo com analistas chamando a atenção para a deterioração na qualidade do crédito.

O Nubank reportou um salto de 230% na receita total, para US$ 1,2 bilhão no segundo trimestre, quando registrou lucro líquido ajustado de 17 milhões de dólares.
O Inter teve lucro líquido de R$ 16 milhões no segundo trimestre, com a receita líquida de serviços avançando 91%, para R$ 316 milhões.

Fonte: O Estado CE

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