Diretoria do Sintaf dá início às mobilizações para a paralisação de 19 a 23 de outubro

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Cexat Russas

Conforme decisão dos fazendários cearenses em Assembleia Geral, a Sefaz vai parar de 19 a 23 de outubro, em protesto pelo não atendimento dos principais pleitos da categoria. Nesta segunda-feira (5), A Diretoria Colegiada do Sintaf deu início à mobilização das unidades fazendárias do interior do Estado, reforçando a importância de todos os servidores estarem unidos e fortes no movimento paredista.

Os fazendários buscam a solução da ADI 5299, a regulamentação do teto remuneratório e a incorporação do piso do PDF do servidor ativo para todos os fazendários, com o objetivo de garantir segurança jurídica à sua remuneração. Além disso, pleiteiam a revisão do cálculo da média do PDF para aposentadoria, a regulamentação do Ponto de Gestão, a participação no processo de reestruturação da Sefaz e concurso público para todos os cargos da Secretaria.

Compromisso com a paralisação

Os diretores Remo César e Carlos Brasil percorreram hoje os postos fiscais de Ipaumirim, Monte Alegre, Jati e Penaforte. “O sentimento dos colegas é de insatisfação, principalmente por conta do novo cálculo para incorporar a média do PDF nos proventos de aposentadoria. Os servidores relatam que é muito tempo de trabalho e esforço para, de repente, o governo vir com esse presente de grego, onde os servidores vão levar somente 30%, em média, do PDF atual para a aposentadoria, em comparação ao cálculo anterior. Isto para aqueles servidores que não tinham abono de permanência até a aprovação da reforma da previdência estadual”, relata o diretor Remo César.

Outra reclamação recorrente é a carência de pessoal. No posto fiscal de Monte Alegre, apenas um fazendário estava no plantão. Nos postos de Ipaumirim e Jati, somente dois. “Os servidores reclamam que o plantão é muito cansativo e ainda há a pressão para cumprir as metas dos pontos de gestão. Se não atingir as metas, há prejuízo financeiro”, destaca o diretor.

Em cada unidade visitada, os servidores demonstraram comprometimento para fazer a paralisação de 19 a 23 de outubro.

Indignação com o governo

Os diretores Bira Fontenele e Pedro Vieira mobilizarem as unidades de Russas e Quixadá. Por lá, o sentimento é o mesmo. “A categoria está indignada com a postura da Administração Fazendária e o descaso do governo. Eles acreditam que o momento não é o mais oportuno, mas estão conscientes de que é hora de demonstrar toda essa insatisfação”, explica Bira.

Nas reuniões, os diretores fazem a retrospectiva das negociações e ressaltam que, além dos atuais impasses, os servidores ainda amargam seis anos sem reajuste salarial, o que resultou em perdas acumuladas na remuneração da ordem de 30%. “A única forma de demonstrar nossa insatisfação é paralisando. A categoria está muito preocupada e disposta a lutar”, completa Bira Fontenele.

As mobilizações terão continuidade amanhã (6), na capital e do interior do Estado. Carlos Brasil e Remo César darão continuidade às reuniões na região do Cariri. Bira Fontenele e Pedro Vieira percorrerão a Cexat e o posto fiscal de Aracati. Os diretores Lúcio Maia e Marlio Lima darão início às visitas nas unidades da Zona Norte. Kleber Silveira e Jucélio Praciano iniciarão as mobilizações nas unidades da capital e região metropolitana, começando pela Cexat Centro.

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