A taxa de desemprego recuou para 7,8% no trimestre até agosto deste ano. Já a soma dos salários bateu recorde com mais brasileiros inseridos no mercado de trabalho a partir de vagas formais e informais. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). A taxa de desocupação é a menor para o trimestre até agosto desde 2014 (7%). Os dados estão de acordo com as projeções do mercado financeiro.
O levantamento abrange desde os empregos com carteira assinada e CNPJ até os populares bicos.
Outro dado positivo está relacionado à população desempregada, que recuou para 8,4 milhões até agosto. isso quer dizer que houve queda de 5,9%, ou seja, menos 528 mil pessoas, frente ao trimestre anterior (8,9 milhões). Ainda segundo o levantamento, no trimestre observado até julho, a taxa de desemprego marcava 7,9%, com 8,5 milhões de pessoas desocupadas. A população considerada desempregada pelas estatísticas oficiais é composta por pessoas de 14 anos ou mais que estão sem ocupação e que seguem à procura de oportunidades. Quem não está buscando vagas, mesmo sem ter emprego, não faz parte desse contingente.
Ainda de acordo com os dados do IBGE, a queda da desocupação foi influenciada pelo avanço do número de brasileiros com trabalho. A população ocupada com algum tipo de vaga chegou a 99,7 milhões no trimestre até agosto. O crescimento foi de 1,3% ante maio (ou 1,3 milhão a mais). “Esse quadro favorável pelo lado da ocupação é o que permite a redução do número de pessoas que procuram trabalho”, disse Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas por amostra de domicílios do IBGE.
A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 288,9 bilhões no trimestre até agosto. Assim, bateu recorde na série histórica iniciada em 2012. O montante representa a soma dos salários recebidos pelos trabalhadores. O crescimento foi de 2,4% frente ao trimestre anterior. “A massa cresce porque tem mais gente trabalhando”, disse Beringuy.
Já o rendimento médio habitual do trabalho foi estimado pelo IBGE em R$ 2.947 até agosto, 1,1% maior do que o verificado até maio (R$ 2.914). Esse indicador mede o quanto cada trabalhador recebeu, em média, por suas atividades laborais. Na comparação anual, a renda média teve crescimento de 4,6% ante agosto de 2022 (R$ 2.818). A recomposição dos rendimentos também contribui para o aumento da massa salarial.
A Pnad ainda sinaliza que o trimestre encerrado em agosto apresentou expansão na quantidade de trabalhadores ocupados tanto no segmento formal quanto no informal. O número de empregados com carteira de trabalho no setor privado (excluindo domésticos) chegou a 37,2 milhões. É o maior desde fevereiro de 2015 (37,3 milhões). A alta foi de 1,1% ante maio (ou mais 422 mil).








