Desemprego recua para 11,2%, mas renda desaba 8,8%, informa IBGE

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Conforme dados do IBGE divulgados hoje da PNAD, a taxa de desemprego no trimestre encerrado em fevereiro foi de 11,2%, menor patamar desde 2016, mas renda do trabalhador encolheu 8,8% na comparação com o mesmo período de 2021

taxa de desemprego do trimestre móvel de dezembro de 2021 a janeiro de 2022 registrou queda de 0,4 ponto percentual em relação aos três meses anteriores encerrados em novembro, passando de 11,6% para 11,2%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira (31/3) na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad).

Esse é o menor percentual para o período desde 2016, quando o desemprego estava em 10,3%, mas mostra um dado preocupante: o achatamento da renda do trabalhador, que está vendo o seu poder de compra encolher diante da inflação galopante e a precarização do mercado de trabalho.

Conforme os dados do IBGE, o rendimento encolheu 8,8% no trimestre encerrado em fevereiro na comparação com ao mesmo intervalo de 2021, passando de R$ 2.752 para R$ 2.511.

Em relação ao trimestre encerrado em fevereiro de 2021, a queda na taxa de desocupação foi maior, de 3,4 pontos percentuais, passando de 14,6% para 11,2%. O dado ficou abaixo das expectativas do mercado, que esperava uma taxa maior, de 11,4%.

A população desocupada somou 12 milhões de pessoas e apresentou queda de 3,1% (389 mil pessoas a menos) em relação ao trimestre anterior.Já o contingente de pessoas ocupadas foi estimado em aproximadamente 95,2 milhões, com estabilidade ante o trimestre anterior e alta de 9,1% (7,9 milhões de pessoas) em relação ao mesmo período do ano anterior.

O contingente de desalentados ficou estável, somando 4,7 milhões de pessoas que desistiram de procurar emprego.

O percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, estimado em 55,2%, apresentou estabilidade frente ao trimestre anterior e subiu 4,1 pontos percentuais ante igual trimestre do ano anterior (51,1%), conforme os dados do IBGE.

Fonte: Correio Braziliense

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