O técnico em informática Diego Pereira, de 36 anos, passou quatro meses em uma situação complexa após perder o emprego. Foram dias difíceis, mas agora que retornou ao mercado de trabalho ele comemora vida nova e a possibilidade de seguir a vida. “Foram meses horríveis e de incertezas. Agora que consegui me realocar me sinto bem melhor e cheio de planos. Quero pagar as contas que ficaram atrasadas e planejar melhor meu futuro”, destacou.
O rapaz é um dos casos que contribuíram para que o desemprego no Ceará recuasse 1,4% no primeiro trimestre deste ano em relação a igual período do ano passado. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre janeiro e março de 2023, o índice chegou a 9,6%. Quando comparado ao trimestre imediatamente anterior (outubro a dezembro de 2022), por questões sazonais, o desemprego subiu 1,8 ponto porcentual.
“Além da taxa de desemprego, em relação ao primeiro trimestre do ano anterior, percebemos também uma redução no número de profissionais subocupados e desalentados, que normalmente afeta os trabalhadores mais vulneráveis. Isso reflete em uma melhoria da qualidade dos vínculos e também uma maior expectativa dos trabalhadores que estavam fora da força de trabalho de se inserirem,” ressalta o secretário do Trabalho, Vladyson Viana.
Com isso, o cenário no mercado de trabalho cearense, no que diz respeito à taxa de desemprego, melhorou. Em números absolutos, se comparado aos dois períodos, o número de ocupados avançou em 140 mil, enquanto para os desocupados ocorreu uma redução de 47 mil.
Os dados podem ser conferidos no Termômetro do Mercado de Trabalho (1º Trimestre/2023) que acaba de ser publicado pela Diretoria de Estudos Econômicos (Diec) do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Estado do Ceará.
O autor do trabalho, o analista de Políticas Públicas do Ipece, Daniel Suliano, destaca também a redução absoluta dos subocupados por insuficiência de horas e dos desalentados quando comparados ao mesmo trimestre do ano anterior. Os subocupados por insuficiência de horas reduziram em 81 mil e os desalentados 88 mil. Outro ponto que o analista chama atenção é para o fato de que o percentual de trabalhadores informais no Ceará vem reduzindo, tendo alcançado 52,7% nesse primeiro trimestre de 2023.
A taxa de participação do Estado do Ceará, no primeiro trimestre de 2023, ficou em 51,5%, valor acima do registrado no primeiro trimestre de 2022, quando havia sido de 50,9%. Essa taxa é também superior ao 50% do primeiro trimestre de 2021, mas bem abaixo dos 56,6% do primeiro trimestre de 2020 e, portanto, antes da pandemia da Covid-19 – explica.
Para o economista Wandemberg Almeida, membro do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), os mecanismos que estão sendo criados para formalizar as empresas no Ceará têm favorecido o aumento do emprego, melhora do rendimento do trabalhador, entre outros pontos positivos. “Percebe-se que o mercado tem se mantido competitivo. O Ceará possui bons projetos para o cenário econômico, pois tem se vendendo e se apresentado no cenário internacional, e tudo isso contribui para a geração de emprego, melhoria da renda e pessoas mais qualificadas”.









