Confiança do consumidor fortalezense cai em um dos piores níveis

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A segunda onda da pandemia do novo coronavírus, assim como a nova rodada do auxílio emergencial em valor menor, provocou uma queda no índice de confiança do consumidor fortalezense. Isso significa que o consumidor está comprando com mais planejamento e menos impulso.

Segundo a pesquisa divulgada, ontem, pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará (Fecomércio-CE), o Índice Confiança do Consumidor (ICC) cai nos meses de março e abril. O índice marcou 96,8 pontos, quando em janeiro e fevereiro registrou 108,4 pontos. Uma queda, portanto, de 10,6%.
De acordo com a Fecomércio-CE, o indicador de confiança voltou praticamente ao mesmo patamar de 96,1 pontos registrado no bimestre de maio e junho do ano passado, após período de lockdown. “Essa queda se deve a um conjunto de fatores, como um período de mais aperto financeiro, perspectivas incertas em relação ao emprego, inflação elevada e economia sem tração. Aliado a tudo isso, deve-se levar em conta também o recrudescimento da pandemia de Covid-19 e a decretação de mais um isolamento rígido, fechando o comércio de bens, serviços e turismo, o grande responsável pela geração de emprego e renda”, avalia a Fecomércio-CE.
A queda também foi observada no Índice de Situação Presente (ISP) e no Índice de Expectativas Futura (IEF). No caso do ISP, passou de 91,0 pontos em janeiro e fevereiro para 64,4 pontos em março e abril, uma retração de 29,2%. Já o IEF, passou de 121,2 pontos, em novembro e dezembro de 2020, para 119,9 pontos em janeiro e fevereiro, chegando a 118,4 pontos em março e abril. “Fatores como a espera para a retomada do auxílio emergencial, ampliando o contingente da população vulnerável, pressão sobre os preços e maior taxa de desemprego, bem como um novo lockdown, determinam a perda de renda, sem perspectivas imediatas de melhora”, avalia a Fecomércio-CE.

Intenção
Quanto a intenção de compra mensal dos consumidores, a pesquisa também apontou queda nos meses de março e abril. Somente 24,5% afirmaram ter a intenção de consumir. É o menor percentual nos últimos 14 meses, um patamar que revela extrema cautela por parte da população e preocupação para o comércio de bens e serviços e turismo. Os produtos mais procurados são vestuário (30,3%), celular/smartphones (26,8%), calçados (16,5%) e televisão (13,3%).

O Estado

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