Com preços em alta, IPVA também deve ficar mais caro em 2022

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Quando rompe o ano, o contribuinte espera o aumento de gastos de forma natural. IPVA, IPTU, material escolar, matrícula e imposto de renda estão entre os principais gastos. Para o início de 2022, no entanto, o consumidor deve se preparar um pouco mais. Seguindo a tendência de alta nos preços, a previsão é que brasileiro terá que lidar com mais um aumento de imposto: o IPVA.

O calendário e as previsão de quanto será arrecadado com o tributo deve sair em dezembro, após a divulgação dos valores venais dos automóveis. “Ocorre que a paralisação na produção de veículos em razão da escassez de componentes eletrônicos, mais aumento no custo de matérias-primas como aço e alumínio, provocou uma disparada nos preços de automóveis novos e usados em 2021 e é por isso que o imposto vai subir”, explicou o economista Wandemberg Almeida, conselheiro do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE).

Ainda segundo o especialista, o aumento deve ser em torno de 4 a 7%. “O mercado automotivo também enfrentou crise e isso gerou certo desaquecimento do mercado. Tudo isso traz certas consequências, inclusive o aumento do IPVA. Se pararmos para comparar o preço dos automóveis, veremos que teve crescimento significativo dos preços, esse é um dos critérios para esse aumento, aliado à baixa produção e falta de matéria-prima”, explicou.
De acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), entre fevereiro de 2020, mês imediatamente anterior ao início da pandemia, e julho de 2021 os preços de automóveis zero-quilômetro subiram 19,9%, enquanto os carros usados tiveram alta de 24,4%.

O IPVA é calculado sobre o valor venal médio do veículo, enquanto as alíquotas variam de acordo com o tipo de carroceria e combustível em cada Estado. As alíquotas são fixas, porém, com o aumento do valor de mercado, a base de cálculo subirá. No Ceará, de acordo com a Secretaria da Fazenda, as alíquotas do IPVA variam de 0,5% a 3,5% sobre o valor venal dos veículos. A maior parte da frota tem alíquota de 3%. É o caso dos automóveis e caminhonetes entre 100 e 180 cavalos de potência. Ônibus, micro-ônibus, caminhões e veículos de locadoras pagam 1%.

As alíquotas também privilegiam os bons motoristas. Motocicletas, motonetas, ciclomotores e triciclos até 125 cilindradas pagam 1%, se não tiverem cometido infração de trânsito. Caso contrário, a alíquota sobe para 2%. Do total recolhido, 50% pertencem ao Tesouro Estadual e os outros 50% são destinados aos municípios onde os veículos estão licenciados.

Pessoas com deficiência têm direito à isenção do imposto, assim como proprietários de máquinas agrícolas, táxi, ônibus de transporte urbano e metropolitano, transportes escolares, além de veículos com mais de 15 anos de fabricação.

Fonte: O Estado CE

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