Coalizão vai investir R$ 29 milhões em negócios de impacto

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|Até 2026 | Do montante, R$ 3 milhões deve ficar no Ceará

A pandemia e crise que decorreu a seguir tornou urgentes iniciativas de cunho social e ambiental e as empresas estão atentas ao cenário. A ideia agora é, aliado à pauta de desenvolvimento Ambiental, Social e Governança (ASG) nas empresas, que o ideário evolua para formação de novos negócios de impacto que nasçam com essas ideias.

Para articular esforços em torno deste objetivo foi lançado ontem, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), o braço cearense da Coalizão pelo Impacto.

No Brasil, a organização aportará R$ 29 milhões em negócios de impacto até 2026. Destes, R$ 3 milhões serão no Ceará.

A Coalizão vai trabalhar junto de organizações que apoiam empreendedores e o valor será distribuído por meio de incubadoras, aceleradoras, parques tecnológicos, hubs de negócios, instituições de Ensino Superior – a Coalizão já se reuniu com lideranças da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade de Fortaleza (Unifor).

No Ceará, a estratégia da Coalizão pelo Impacto é somar forças a iniciativas com capilaridade como a da Somos Um, que deve liderar em ações. “Cada ação que formos realizar vamos fazer chamadas para que as pessoas possam participar. Em breve vamos anunciar nas nossas redes sociais as primeiras ações”, diz Ticiana Rolim.

E continua: “Nosso objetivo é fomentar um ecossistema de negócios de impacto, criar uma nova economia. Acreditamos que precisamos olhar esse capitalismo de outro lugar, de saber o que o dinheiro está financiando e como servimos a humanidade a partir dos negócios. Então usamos a lei de mercado, mas com o coração voltado a resolver problemas sociais e ambientais. Esses são os negócios de impacto”.

O consultor do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), Beto Scretas, explica que os negócios de impacto são iniciativas empresariais que buscam, sim, o lucro, mas que também priorizam questões ambientais e sociais, melhorando a vida das pessoas e do planeta.

“Fortaleza foi escolhida após uma seleção que reuniu 30 cidades do Brasil. E descobrimos que Fortaleza já tinha maturidade suficiente para fazer parte dessa jornada, já tinha um saldo de empreendedores existente e uma efervescência empreendedora”, destaca.

Entre os empresários presentes ao lançamento estava o CEO do Beach Park, Murilo Pascoal, que enfatizou a importância dos negócios estarem atentos ao ASG e a missão de impactar positivamente o contexto socioambiental. “Não há outro caminho. Do ponto de vista financeiro, já vemos que os financiamentos e empréstimos são oferecidos em condições melhores para empresas que têm o ASG bem elaborado e estruturado”.

Annette de Castro, líder e co-fundadora do Grupo Mulheres do Brasil e vice-presidente da Mallory, afirma que acredita que juntar pessoas numa coalizão desperta para a possibilidade real de que “é possível contribuir direta e indiretamente com foco na diminuição da injustiça social que existe neste país”.

Correalizadores

A Coalizão pelo Impacto é correalizada pelo Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), Instituto Helda Gerdau, Instituto humanize e Somos Um, com a parceria estratégica da Cosan, Fundação FEAC, Fundação Grupo Boticário, Instituto Sabin e Raia Drogasil.

Além de Fortaleza, fazem parte do projeto as cidades de Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Belém (PA), Campinas (SP) e Paranaguá (PR). A meta é apoiar até 600 negócios que movimentarão os PIBs locais com produtos e serviços voltados para a solução de problemas socioambientais.

“O campo dos investimentos e negócios de impacto tem crescido de forma significativa nos últimos anos na região Nordeste. Fortaleza é a cidade da região em que a Coalizão pelo Impacto atuará. O estado do Ceará já possui uma política estadual de fomento ao tema, o que favorece o macro ambiente para o ecossistema local se tornar mais estruturado e dinâmico”, diz a gerente executiva do ICE e coordenadora da Coalizão no Brasil.

Meta

Além de Fortaleza, fazem parte do projeto as cidades de Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Belém (PA), Campinas (SP) e Paranaguá (PR). A meta é apoiar até 600 negócios que movimentarão os PIBs locais

Fonte: O Povo

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