Ceará perde 1,5 mil postos de trabalho no mês de março

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Em março, o Ceará perdeu 1.564 postos de trabalho de carteira assinada. O saldo negativo é resultado das 34.741 admissões contra 36.305 desligamentos. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira (28), pelo Ministério da Economia. Foi o primeiro mês a apresentar resultado negativo na geração de empregos. O Estado vinha desde julho de 2020, mês de reabertura das atividades econômicas após lockdown, com saldo positivo nas contratações.

Atualmente, o Estado possui 1,19 milhão de empregados com carteira assinada. Entre os setores que mais geraram empregos, em março, no Ceará, o de serviços lidera, com 15.798 contratações. Em seguida, o comércio (7.146); indústria (6.621); construção civil (4.574); e agropecuária (602).
Entre os maiores desligamentos no mês, a indústria foi o setor que mais encerrou postos de trabalhos, com um corte de -0,19%, houve uma redução de 457 empregos.

Perfil
Quanto ao perfil dos novos profissionais contratados, os dados do Caged apontam para a predominância de contratações entre os homens no Ceará. Eles somaram 26,7 mil admissões e as mulheres foram responsáveis, apenas, por 17 mil das vagas.
A maioria das contratações no Estado foram entre pessoas de 30 a 39 anos (13,2 mil), mas os jovens entre 18 e 24 anos também responderam por boa parte dos postos de trabalho (12 mil), e os profissionais entre 25 e 29 anos (8,8 mil).

Brasil
O Brasil gerou 184.140 novos postos de trabalho em março deste ano, resultado de 1.608.007 admissões e de 1.423.867 desligamentos de empregos com carteira assinada. O resultado foi comemorado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele acredita que, com a vacinação da população contra covid-19, o país está retomando o crescimento econômico sustentável, com destaque para o setor de serviços.
“Ao contrário da primeira onda [da pandemia de covid-19] que nos atingiu no ano passado e destruiu 276 mil empregos em março, a nossa reação à segunda onda, agora, foi a criação de 184 mil novos empregos no setor formal. E o grande destaque é o setor que tinha sido mais golpeado durante toda a pandemia, o setor de serviços, com praticamente a metade, 95 mil empregos formais. O último setor da economia que estava no chão se levantou”, disse, durante coletiva virtual para divulgar os dados.
O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 40.200.042, em março, o que representa uma variação de 1,46% em relação ao mês anterior. No acumulado de 2021, foi registrado saldo de 837.074 empregos, decorrente de 4.940.568 admissões e de 4.103.494 desligamentos até março.

Dados
No mês passado, os dados apresentam saldo positivo no nível de emprego nos cinco grupamentos de atividades econômicas: serviços, com a criação de 95.553 postos, distribuído principalmente nas atividades da administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde e serviços sociais; indústria geral, que criou 42.150 novos empregos, concentrados na indústria de transformação; construção, saldo positivo de 25.020 postos; comércio, mais 17.986 postos de trabalho gerados; e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, que registrou 3.535 novos trabalhadores.

(Com informações da Agência Brasil)

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