O estado do Ceará registrou um total de 3,4 mil novos empregos com carteira assinada em maio e é o segundo estado do Nordeste que vai gerou emprego. O primeiro é a Bahia, com 9.428 admissões. No total, foram 46.216 pessoas admitidas no Ceará frente a 42.781 desligamentos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29/06) e compõem os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Ainda segundo o documento, no ano foram gerados 14.127 novos postos de trabalho com carteira assinada, enquanto que nos últimos 12 meses, o saldo é de 59.429. Além disso, o setor que mais se destacou, ou seja, que mais contratou, foi o de serviços, com 2.060 novas admissões. Em seguida posição figura a construção, 1.351 admissões e depois o comércio, 199, seguido da agricultura (69). O dado negativo fica por conta do segmento da indústria, que registrou déficit de 244.
Um desses cearenses que em maio conseguiu ocupação laboral foi o técnico em informática Luis Pereira, de 36 anos. Ele estava desempregado havia seis meses. “Foi um alívio conseguir me recolocar novamente no mercado com carteira assinada. Agora posso quitar as dívidas e recomeçar de onde parei. Foram seis meses à procura de trabalho bem difíceis”, disse ele que projeta segundo semestre mais animador.
“A economia cearense está mantendo a taxa de crescimento, alavancada pelos setores de serviço e construção civil, tendo pouca influência do setor da agropecuária. Além disso, é importante destacar que o salário médio cearense está superior ao de estados como Bahia e Pernambuco, estando em R$ 1.805,06, por exemplo. São fatores que podem ser comemorados pela economia cearense. É importante lembrar o incentivo do estado para que as empresas aumentem as suas produções e, consequentemente, aumente a produção do estado”, avaliou o economista Eldair Melo.
Cenário nacional
Já no cenário nacional, o país registrou, no mês de maio, saldo positivo de 155.270 empregos com carteira assinada. O resultado se explica pela diferença entre os 2.000.202 de admissões e pouco mais de um 1.844.932 de desligamentos. Além disso, o mês de maio foi positivo para as mulheres, pois registrou a geração de 65 mil empregos. Para os homens, foram quase 90 mil.
Nos primeiros cinco meses do ano foram criados 865 mil postos de trabalho, alcançando um estoque de mais de 43 milhões de empregos formais no país. Apesar dos números positivos, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o resultado ficou abaixo da expectativa, que era de 180 mil empregos, por causa da política de juros altos praticada pelo Banco Central. “O que frustrou um número ainda melhor – o número é positivo, temos de lembrar isso, 155 mil não é desprezível de saldo positivo para o mês de maio – porém as nossas previsões eram para números ainda maiores. Trabalhávamos com a previsão mínima da ordem de 180 mil empregos. E é flagrante o que leva a esse processo. É exatamente a ausência de crédito e, portanto, a ausência de crédito está vinculada diretamente aos juros praticados.”








