Ceará encerra 2020 com 2,4 milhões de inadimplentes

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O Ceará encerrou o ano de 2020 com 2.446,230 pessoas inadimplentes, ou seja, 35,9% da população endividada. A informação foi divulgada, ontem, pela Serasa Experian e corresponde ao mês de dezembro. Na comparação do mesmo mês no ano de 2019, o número de endividados cresceu 1,1%, quando foram 2.344.545 cearenses com dívidas (34,8%).

O motivo pelo endividamento ter tido um leve crescimento pode ter sido pelo momento de dificuldade enfrentado, em 2020, devido à pandemia do novo coronavírus, que culminou em perdas na renda familiar e desemprego. Na contramão do Ceará, o Brasil, no entanto, registou pela primeira vez, em quatro anos, uma queda na inadimplência. De acordo com a Serasa Experian, o montante de negativados em dezembro de 2020 chegou a 61,4 milhões, 3,1% a menos com relação ao mesmo mês do ano anterior. O levantamento aponta que este é o menor número desde junho de 2018, quando o total de brasileiros inadimplentes chegou a 61,2 milhões.
Ainda de acordo com a instituição, em abril de 2020, pouco depois do início da pandemia, 65,9 milhões de pessoas tinham contas vencidas e não pagas no país, o que representava 41,8% do total de brasileiros acima de 18 anos. Já no último mês do ano, 38,6% da população adulta estavam inadimplentes.

Desafios
Para o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, 2020 trouxe uma série de desafios, mas também ajudas relevantes para a população. “No início da pandemia, tivemos um pico na inadimplência graças às dificuldades econômicas que o país enfrentava, agravadas pelas incertezas do que poderia acontecer com a paralização dos setores da economia. Porém, os pagamentos do auxílio emergencial, a manutenção da baixa taxa de juros e mais facilidade para renegociação explicam por que, mesmo numa crise sem precedentes que o Brasil continua vivendo, a inadimplência caiu”.

Dívidas
O levantamento mostra ainda que as dívidas com bancos financeiras e cartões tiveram a menor participação desde 201, com uma queda de 12,2%, totalizando 35,7% em dezembro de 2020. Segundo a Serasa Experian, são consideradas as transações em aberto feitas em bancos e cartões (27,3%) e financeiras (8,4%). Já o setor de utilities (água, luz e gás) teve um aumento da representatividade, indo de 20,4% em dezembro de 2019 para 23,6% no último mês do ano passado. Também os setores de telecom e o varejo aumentaram suas participações no total das dívidas em atraso no ano passado.
Para Luiz Rabi, devido ao setor financeiro ter facilitado as negociações, ampliando os prazos de quitação, as pessoas endividadas resolveram optar por priorizar estes compromissos. ” Vemos um aumento em utilities, por exemplo, porque muitas concessionárias deixaram de cortar o serviço mesmo sem pagamentos durante a pandemia, fazendo que as pendências fossem jogadas para frente”, analisa. Os dados da Serasa Experian mostram ainda que o total de dívidas abertas por CPF caiu de 3,55 para 3,47 no fim do ano passado.

Com informações do jornal O Estado CE.

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