Brasil é líder em ranking de juros real, apesar da redução da Selic

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Mesmo com a redução da Selic, a taxa básica de juros, anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) nessa quarta-feira (02/08), o Brasil ainda é líder no ranking mundial de juros reais. A taxa saiu de 13,75% para 13,25% ao ano. Isso porque o juro real no país está em 6,68% ao ano, valor próximo ao do México (6,64%) e da Colômbia (6,15%). O quarto colocado no ranking elaborado pelo Portal MoneYou também é um país latino-americano, o Chile, com 4,6% ao ano.

A taxa Selic é a referência para os demais juros da economia, pois trata-se da taxa média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia). Os cálculos consideram a diferença entre a taxa de investimento no contrato Depósito Interbancário de um ano, descontada a inflação de 4,07% projetada para os 12 meses à frente coletada na pesquisa Focus do BC, com cerca de 100 economistas.

Ao comentar sobre a decisão do BC de reduzir a taxa de juros, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que hoje o país acordou mais aliviado. O ministro também observou que o presidente do BC, Roberto Campos Neto, deu o voto de minerva e desempatou o placar em favor de uma redução maior, de 0,5 ponto percentual. Isso foi necessário porque parte menor da diretoria votou por um corte menor dos juros, para de 0,25 ponto, para 13,50% ao ano. “Os debates que aconteceram foram técnicos”, acrescentou Haddad.

Em termos nominais, as maiores taxas ao ano coletadas pelo portal são as da Argentina (97%), Turquia (17,5%), Hungria (15%), Brasil e Colômbia (ambos com 13,25%), México (11,25%) e Chile (10,25%).

Entre as grandes economias, os Estados Unidos estão com juro real de 1,82% ao ano, seguido da China (1,67%), e do Reino Unido (2,36%). Nos países da Zona do Euro, a taxa real está próxima de 1,5% ao ano. Apenas cinco países possuem juro real negativo: Suécia (-0,03%), República Tcheca (-1,86%), Hungria (-1,89%), Polônia (-6,05%) e Argentina (-28,53%).

“O movimento global de políticas de aperto monetário continuou a ganhar força, com o aumento expressivo no número de BCs sinalizando preocupação com a inflação, mesmo com a queda do preço de commodities”, diz o levantamento do Portal MoneYou.

Fonte: O Estado CE

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