O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, assinaram, em Pequim, 15 acordos comerciais. Os acordos entre os dois países incluem pesquisa e inovação, economia digital e combate à fome, intercâmbio de conteúdos de comunicação e facilitação de comércio. Um dos acordos, por exemplo, prevê o desenvolvimento do CBERS-6, o sexto de uma linha de satélites construídos na parceria bilateral.
Outros documentos assinados tratam de certificação eletrônica para produtos de origem animal e dos requisitos sanitários e de quarentena que devem ser seguidos por frigoríficos para exportação de carne do Brasil para a China. O Brasil é o maior fornecedor de carne bovina para o país asiático e 60% da produção brasileira são vendidos para a China.
Além disso, o setor empresarial anunciou 20 novos acordos entre os dois países em áreas como energias renováveis, indústria automotiva, agronegócio, linhas de crédito verde, tecnologia da informação, saúde e infraestrutura.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, esses acordos são adicionados aos já anunciados durante o Seminário Econômico Brasil-China, realizado em 29 de março, e que resultou em mais de 40 novas parcerias. “No setor turístico, destaca-se a inclusão do Brasil na lista de destinos autorizados para viagens de grupos de turistas chineses, o que representa grande oportunidade para o crescimento do fluxo de visitantes entre os dois países”, destacou o Itamaraty.
Os dois líderes também ressaltaram a intenção de ampliar investimentos e reforçar a cooperação em setores como educacional e espacial. Segundo o Planalto, o presidente brasileiro reforçou a importância dos investimentos chineses no Brasil, a confiança na economia nacional e o foco do governo federal em investimentos em energias renováveis e na ampliação da rede de transmissão, integrando projetos de geração eólica e solar com a rede convencional.
Em 2022, o volume comercializado entre os dois países foi de US$ 150,4 bilhões. A comitiva do presidente Lula deixou a China no dia 15 e seguiu para Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, para mais uma visita oficial.
No país, se encontrou com o presidente e emir de Abu Dhabi, xeique Mohammed bin Zayed Al Nayhan. No encontro, os chefes de Estado trataram de acordos comerciais, investimentos bilaterais e meio ambiente. Em 2022, o comércio entre ambos os países movimentou US$ 5,7 bilhões, avanço de 74% na comparação ao volume do ano anterior. Os produtos agropecuários brasileiros respondem por quase 60% das exportações aos Emirados Árabes Unidos.
Carne bovina e de frango estão entre os itens mais vendidos aos árabes. O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango halal, produzida conforme os preceitos e tradições do islamismo.








