Ata do Copom e inflação de junho animam esta semana

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Amanhã, terça-feira, 27, o Copom deverá dar sinais sobre o futuro próxima da taxa Selic. Economistas preveem deflação neste mês de junho. Desemprego sinaliza queda

Esta semana tem, na sua agenda econômica, um item que desperta atenção do mercado financeiro: a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central que decidiu, na semana passada, pela manutenção da taxa básica de juros Selic em 13,75%, sem, porém, dar sinais de quando ela começará a ser reduzida.

A ata será divulgada amanhã pela manhã, e seu texto provocará reações a favor e contra dentro do governo e, também, na área do empresariado, que vem protestando, também, contra os altos juros da economia brasileira.

No comunicado com que, pela sétima vez consecutiva, anunciou a manutenção da taxa Selic, o Copom alegou prudência e paciência, alegando, entre outras coisas, as incertezas do arcabouço fiscal, que ainda tramita no Congresso Nacional. Essa incerteza baseia-se no fato de que o governo não dá sinais de que está reduzindo despesas. Além disso, também preocupa os nove integrantes do Comitê o cenário externo.

Outro fato que desperta interesse do mercado é a reunião do Conselho Monetário Nacional, o CMN, que depois de amanhã, quarta-feira, decidirá sobre o aumento da atual meta de inflação, que está fixada em 3% ao ano, com variação de 1,5% para cima ou para baixo.

O Conselho Monetário Nacional tem maioria a favor do governo, que deseja subir a meta. Apesar disto, a aposta do mercado é no sentido de que a meta de 3% de inflação ao ano será mantida. O CMN é integrado pelos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet, e pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Amanhã, será divulgada a prévia do IPCA, que é o índice oficial da inflação brasileira relativa ao presente mês de junho.

Os economistas do Banco Itaú estão prevendo uma deflação, isto é, uma queda de preços, de 0,03%, o que levaria o índice de inflação deste ano a 3,39%, ou seja, 0,39% acima da meta anual de 3%.

Na quinta-feira, será divulgado o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), com expectativa de que tenham sido criados, no recente mês de maio, 185 mil novos empregos. Na sexta-feira, será anunciado a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a PNAD contínua, que, segundo os economistas, deverá vir com uma queda no índice de desemprego de 8,5% para 8,3%.

Fonte: Diário do Nordeste

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