O governo federal arrecadou (impostos, contribuições e demais receitas federais) R$ 172,78 bilhões em agosto, um recuo de 4,1%, de acordo com a Receita Federal, divulgados nessa quinta-feira (21/09). Esse foi o terceiro mês seguido de queda real da arrecadação em 2023. A comparação é feita sempre contra o mesmo mês do ano passado, considerada mais apropriada por especialistas. Já em junho, o recuo já havia sido em torno de 3% e, em julho, chegou a 4,2%. De acordo com o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, a queda dos preços de “commodities”, como petróleo e minério de ferro, explicam o recuo da arrecadação neste ano.
O especialista explicou ainda que a arrecadação do Imposto sobre a Renda de Pessoas Jurídicas (empresas) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) caiu R$ 8,6 bilhões em agosto por conta desse fator. O resultado só não foi pior porque a arrecadação do PIS/Cofins, impostos federais, subiu R$ 2,1 bilhões em agosto por conta da elevação dos tributos sobre os combustíveis anunciada pela equipe econômica.
Além disso, a arrecadação do governo também registrou queda no acumulado de 2023, com recuo de 0,81% na parcial dos oito primeiros meses deste ano. De janeiro a agosto de 2023, foram arrecadados R$ 1,51 trilhão. Em valores corrigidos pelo IPCA, a arrecadação parcial de 2023 alcançou R$ 1,53 trilhão, contra R$ 1,54 trilhão no mesmo período de 2022.







