Apesar de cair 1,78% em fevereiro, cesta básica de Fortaleza segue a mais cara do Nordeste

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Preço da cesta básica na Capital é de R$ 523,46, após alta acumulada de 13,06% nos últimos 12 meses

O preço da cesta básica em Fortaleza teve o segundo mês de queda no ano e recuou 1,78% em fevereiro, chegando a R$ 523,46. O resultado consta da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), divulgada mensalmente.

Em janeiro, a cesta básica já havia apresentado queda e acumula redução de 2,15% em 2021. Nos últimos 12 meses, contudo, a alta chega a 13,06% o que a coloca como a mais cara do Nordeste. No Brasil, a liderança fica com Florianópolis, onde ela custa R$ 639,81. A capital catarinense também acumula a maior alta nos últimos 365 dias em todo o País, com alta de 29,74%.

Em Fortaleza, entre os gêneros alimentícios que tiveram maior redução no mês passado estão: o tomate (-15,17%), óleo de soja (-6,35%) e a banana (-3,83%). A capital cearense se destaca também por ter registrado a segunda maior redução do País no preço do açúcar (-1,29%) e também a segunda maior queda no preço do próprio óleo de soja.

Outros três produtos também tiveram preços menores em fevereiro na comparação com janeiro: arroz (-3,25%), leite (-0,8%) e feijão (-0,26%).

Por sua vez, cinco produtos tiveram alta no mês passado: café (2,93%), farinha (2,25%), carne (1,44%), pão (1,25%) e manteiga (0,19%).

Como um dos reflexos da pandemia, 11 dos 12 produtos pesquisados em Fortaleza tiveram alta no acumulado dos últimos 12 meses.

Apenas o tomate registrou queda, de 39,44%. Já o óleo teve a maior alta: 92,54%.

Salário necessário

O Dieese também divulgou o salário necessário para que o trabalhador possa ter atendido todos os direitos previstos na Constituição para o sustento familiar (alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência).

Esse valor leva em conta também a cesta básica mais cara do País e em fevereiro seria de R$ 5.375,05, quase cinco vezes mais que o salário-mínimo oficial, que é de R$ 1.100,00.

Com informações do jornal O Povo.

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