2022 começa com mais de 209 mil vagas de concurso com inscrições abertas

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Oportunidade| As vagas são para cargos efetivos e temporários. Há mais 26 editais previstos para sair ainda neste ano. Destes, pelo menos 11 são no Ceará

O ano de 2022 inicia com boas notícias para aqueles que anseiam trabalhar no funcionalismo público. São mais de 209 mil vagas de concurso público, para cargo efetivo e temporário, com inscrições abertas no País. Levantamento feito pelo O POVO e pela plataforma Central de Concursos mapeou outros 26 editais que estão previstos para sair ainda neste ano. Destes, 11 são no Ceará.

Dos concursos que estão com inscrições abertas, o do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) visando a realização do Censo 2022 é o que mobiliza o maior quantitativo no País. São ofertadas 206.891 vagas temporárias de recenseador, agente censitário supervisor e agente censitário municipal, sendo mais de 8,3 mil com atuação em municípios cearenses.

Dentre os editais com cargos efetivos, destaque para as 50 vagas na área da saúde do concurso da Polícia Militar do Ceará, cujo prazo de inscrições começa hoje e segue até o dia 3 de fevereiro. Também há oportunidades locais, temporárias e efetivas, na estrutura das prefeituras de Fortaleza, Iguatu, Jati e Sobral.

Além disso, como muitas seleções que estavam previstas para ocorrerem em 2020 e 2021 foram adiadas em virtude da pandemia de Covid-19, a expectativa é de que 2022 seja um ano com recorde de concursos públicos, tanto com relação a quantidade de seleções quanto ao número de vagas.

Se todos os certames previstos e com seleções já solicitadas de fato tiverem os editais liberados ainda em 2022, o número total de vagas a serem disputadas em todo o País ultrapassará os 225 mil postos de trabalho, segundo a Central de Concursos.

As remunerações variam de acordo com o cargo, qualificação profissional e acadêmica do candidato e o nível do concurso, seja médio, técnico ou superior. Nacionalmente os valores chegam a ultrapassar a casa dos R$ 30 mil mensais, além dos benefícios. No Ceará, a expectativa é de que haja oportunidades para atuação em áreas administrativas, forças de segurança, segmento da educação, serviços de saúde e meio jurídico.

Para o professor Eneas Arrais Neto, fundador do Laboratório de Estudos do Trabalho e Qualificação Profissional da Universidade Federal do Ceará (UFC), o planejamento é a chave para uma boa preparação para as oportunidades que se anunciam.

Ele alerta, porém, que a remuneração não deve ser o principal atrativo do cargo buscado e que é necessário fazer escolhas direcionadas para concentrar esforços em seleções cujo perfil da vaga se aproxime do histórico de formação e profissional e também das perspectivas de futuro dos candidatos.

“É preciso compreender todo o contexto político e social do que é ser um servidor público, do cargo que está sendo pleiteado e de como alocar as habilidades técnicas nas futuras funções para manter uma progressão de carreira e não ficar estagnado”, explica.

O especialista destaca ainda o funcionalismo público tem um papel fundamental na sociedade. “Não é à serviço de políticos ou governos, sempre é para servir ao povo”, afirma. Eneas pontua ainda que a grande demanda social por uma vaga de trabalho no meio público é reflexo “das incertezas e dificuldades do mercado formal de emprego em instituições privadas”, comenta.

As altas taxas de desemprego, perdas de direitos trabalhistas, desvalorização do profissional e subutilização da mão-de-obra são outros pontos destacados pelo professor como geradores de um maior anseio pela aprovação em um concurso público. Diante de tanta pressão, é importante considerar ainda o aspecto mental dos candidatos antes e durante a realização da prova, especialmente com relação aqueles que não podem se dedicar integralmente à preparação para as provas.

Ter um cuidado satisfatório com a saúde mental “propicia um maior rendimento no processo de aprendizagem e assimilação de novos conhecimentos e informações, além de contribuir para o controle saudável da ansiedade e estresse”, destaca Sara Facundo, psicóloga cearense de 28 anos.

A especialista critica ainda a cultura extremista do “estude enquanto eles dormem” e pontua ser necessário um equilíbrio saudável entre dedicação e relaxamento. “O esgotamento mental interfere nos diversos processos psicológicos básicos como a atenção, motivação, memória, aprendizagem e geralmente esse esgotamento vem acompanhado com a queda de rendimento nos estudos, dificuldade na compreensão e retenção de conteúdos” argumenta.

O alerta é reforçado diante do uso de substâncias estimulantes que prometam reduzir a fadiga e inibir o sono como agravante dos riscos para saúde mental e física. A psicóloga especializada em questões organizacionais e trabalhista afirma que o planejamento e o respeito dos próprios limites podem gerar uma rotina de estudos mais proveitosa.

Fonte: O POVO

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