
A criação do 13º salário, em 1962, esteve longe de ser recebida com consenso. Antes de se tornar uma das principais conquistas dos trabalhadores brasileiros, a medida foi classificada como “desastrosa para o país”, acusada de possuir caráter eleitoral e apontada como possível causa para o aumento generalizado dos preços.
O mesmo discurso aparecia nas discussões sobre a revisão do salário mínimo. Manchetes destacavam a reação de setores empresariais, a suposta precipitação do Governo e os impactos negativos que os reajustes poderiam provocar na economia. Apesar da resistência, o projeto que instituiu o 13º salário foi sancionado pelo presidente João Goulart.
A lembrança mostra como avanços sociais frequentemente enfrentam previsões alarmistas antes de serem incorporados à vida econômica do país. Décadas depois, o 13º salário movimenta o comércio, amplia o consumo das famílias e também repercute na arrecadação tributária, especialmente no encerramento de cada exercício financeiro.
É trabalho dos servidores do Fisco assegurar a arrecadação, o planejamento e o controle das receitas públicas, oferecendo ao Estado condições para cumprir suas obrigações e manter políticas voltadas à população. Direitos sociais e equilíbrio fiscal, portanto, não são caminhos opostos: dependem de uma administração fazendária fortalecida e valorizada.







