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Notícias

  05/12/2017   

Fazendários vão às ruas contra a reforma da previdência



Os fazendários cearenses atenderam à convocatória das centrais sindicais e se uniram ao movimento sindical e popular, na manhã desta terça-feira (5/12), em um grande ato contra a reforma da previdência. Os manifestantes se concentraram próximo ao cruzamento das avenidas da Universidade e Treze de Maio, no Benfica, e seguiram pelas ruas do Centro, até a agência da previdência social, na Rua Pedro Pereira. Mais de cinco mil pessoas participaram do protesto na Capital.
 
Durante o protesto, manifestantes exibiam cartazes de parlamentares que apoiam a reforma. “Quem votar, não volta” foi o recado das ruas aos deputados e deputadas, referindo-se às eleições do próximo ano, em que muitos tentarão a reeleição.
 
Em suas falas, dirigentes sindicais criticaram a propaganda enganosa do governo, que além de alegar déficit na previdência ainda ataca a dignidade dos servidores públicos. Denunciaram, ainda, a compra de votos a favor da proposta do governo, o “feirão dos ministérios” e a perseguição de deputados que se posicionam contra a reforma da previdência.
 
“Já congelaram os gastos públicos por 20 anos e agora querem atacar a nossa aposentadoria, atingindo principalmente os trabalhadores que ganham o salário mínimo. Mas o povo está nas ruas e não vai deixar passar”, garantiu o presidente da Seccional Ceará da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Francisco Moura.
 
“Após esse ato, não podemos voltar para casa e esperar o próximo ataque. Temos que preparar a greve geral. O povo quer lutar!”, conclamou o Presidente da CTB/CE, Luciano Simplício. Já o presidente da CUT Ceará, Will Pereira, conclamou todas as centrais sindicais a permanecerem unidas na luta contra a reforma da previdência, rumo à greve geral.
 
Tércio Nunes, representante do Intersindical, destacou que o objetivo do ato é defender os direitos de quem trabalha. “Quem constrói esse país somos nós, trabalhadores e trabalhadoras. Agora, querem aprovar a reforma da previdência que, na prática, significa o fim da previdência pública, com o discurso falso que é para combater privilégios. Não vamos aceitar. Vamos barrar essa reforma!”, conclamou.
 
A Diretoria do Sintaf destaca que a CPI da Previdência, que encerrou seus trabalhos em novembro passado, constatou que não há déficit na previdência, como propagado pelo governo Temer. “Quando analisamos corretamente o Orçamento da Seguridade Social, que assegura recursos a serem aplicados em saúde, previdência e assistência social, verificamos exatamente o oposto: a Previdência é superavitária”, assegura o diretor de Organização do Sintaf, Lúcio Maia. "O objetivo do governo é privatizar a previdência pública e entregar à iniciativa privada. No Chile fizeram isso e  não deu certo. Os trabalhadores foram bastante prejudicados", completa o diretor. Para ele, a única forma de combater uma reforma tão nefasta como essa é “ir para a rua” e defender os direitos históricos dos trabalhadores.
 
Giro pelo país
 
Em todo o país foram realizados atos, paralisações, fechamento de rodovias e várias manifestações em diversas capitais e cidades contra a PEC 287, que trata de mudanças de regras que vão restringir a concessão do benefício e até acabar com o acesso à aposentadoria de milhões de trabalhadores e trabalhadoras. Aconteceram atos em Sergipe, Maranhão, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Ceará, Rio Grande do Norte, Goiás, Paraná, Paraíba, Bahia, Pará e Minas Gerais. As vozes das ruas e das redes destacaram a hashtag #NãoMexaNaAposentadoria 
 
Marcadores: reforma da previdência
Fonte: Sintaf Ceará
Última atualização: 05/12/2017 às 16:56:41
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